«O conjunto de infraestruturas que existe em Matosinhos, na Maia e no Porto é central para o desenvolvimento turístico: não só o aeroporto, mas aqui também o porto de Leixões e toda a estrutura ferroviária que está a ser desenvolvida e que permite a ligação mais rápida e fácil entre o Porto, o Minho e a Galiza», afirmou António Pires de Lima, na inauguração do terminal de cruzeiros do porto de Leixões, em Matosinhos.
Estiveram também presentes os Ministros da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, e da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, e os Secretários de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, e do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes.
Acrescentando que «é possível fazer da área metropolitana do Porto a capital do noroeste peninsular em logística», o Ministro referiu ainda que «o porto de Leixões desempenha um papel central nesta estratégia e, seguramente, os efeitos multiplicadores destas estruturas são imensos».
«Quero destacar a importância que é, para Portugal, termos um Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas com 59 prioridades definidas e que foram alinhadas e por isso assumidas pela generalidade das forças partidárias», sublinhou o Ministro.
António Pires de Lima afirmou também que «o terminal de cruzeiros é uma dessas 59 prioridades, e o porto de Leixões é uma das estruturas que mais beneficiada sai - em termos de planeamento, mas também em termos de execução - com este plano».
«Para além deste novo terminal, está em conclusão a plataforma logística do porto de Leixões, e estamos a fazer a extensão do atual terminal de contentores, para além de estarmos a lançar a obra do segundo terminal de contentores que permite a chegada de navios até 14 metros de calado», acrescentou.
E concluiu: «O novo terminal de cruzeiros do porto de Leixões vai permitir que passem por Matosinhos 130 mil passageiros nos próximos três anos, o que representa um impulso fundamental para a região Norte do País». Esta infraestrutura representou um investimento público de 50 milhões de euros.
Em seguida, o Ministro esteve em Felgueiras, na entrega dos prémios de empreendedorismo, onde afirmou que «Tâmega e Sousa é um exemplo dos bons resultados da capacidade de empreender e cooperar entre agentes públicos e setor privado».
Sublinhando que esta «é uma zona altamente exportadora de bens, com taxas de crescimento claramente acima da média nacional», António Pires de Lima lembrou que, «em 2014, esta região foi responsável por 3,3% do total das exportações portuguesas, com um volume de negócios de 1614 milhões de euros».
«As exportações desta zona valem duas vezes e meia o que a região importa, o que corresponde a uma taxa de cobertura de 263%», realçou o Ministro, referindo «o forte peso da indústria transformadora que setores como o calçado, o mobiliário, o têxtil e o agroindustrial têm nestes resultados».
Exemplificando o «dinamismo e resiliência» do Tâmega e Sousa, António Pires de Lima afirmou ainda que, «nos seus 11 concelhos, foram constituídas 1279 empresas no ano passado, o que corresponde a 4% do total do País». «Neste território, há 368 empresas com o estatuto de PME Líder e 105 com o galardão de PME Excelência, o que são casos notáveis».
«Esta zona tem uma população mais jovem do que a média nacional» e, «no último ano, o desemprego baixou 16% neste território», acrescentou o Ministro, concluindo: «Tâmega e do Sousa consegue estes resultados porque tem apostado numa estratégia de especialização tecnológica e inovação das suas empresas».