«Numa empresa moderna, as pessoas não são um custo, trazem um valor, e as empresas modernas e bem geridas serão tanto mais competitivas quanto mais sábias forem a reconhecer o valor das pessoas», afirmou o Ministro da Economia, durante uma visita à empresa de confeções Dielmar, em Castelo Branco. António Pires de Lima acrescentou que «as pessoas, numa empresa moderna e com uma estrutura adequada, são o seu principal ativo».
Referindo-se aos 50 anos da empresa o Ministro afirmou que «a Dielmar é hoje uma marca que significa tradição e qualidade e exporta para mais de 30 mercados em todo o mundo», sendo 70% da sua produção para exportação, estando a recuperar para os níveis anteriores à crise inciada em 2008. «Esta ambição só é possível numa empresa que reconhece, de uma forma muito especial, e valoriza a dedicação daqueles que fazem da sua vida a vida da Dielmar, ou seja, os seus 400 colaboradores», acrescentou.
António Pires de Lima disse também que as confeções são um setor muito relevante para a economia nacional: «É verdade que houve umas décadas em que os políticos desvalorizaram e desqualificaram, às vezes de uma forma incompreensível, o trabalho que se fazia neste e noutros setores mais tradicionais da economia portuguesa».
Quem assim agiu «não conhecia verdadeiramente aquilo que é a economia real, isto é, a raça, a garra dos empresários, das empresas, dos gestores e trabalhadores que fazem a economia real para além de todas as folhas de Excel, de todos os planos mais ou menos teóricos com que os políticos insistem no princípio de cada legislatura».
O Ministro realçou também a capacidade que a indústria têxtil teve, ao longo das últimas três décadas, em se agregar e associar, constituindo parcerias que permitiram, também com o apoio público, a criação de centros tecnológicos que são uma referência a nível mundial.