«Espero que os pilotos reconsiderem a posição que hoje anunciaram, porque se esta greve se realizar, afeta muitíssimo a vida económica da TAP e a sustentabilidade da companhia», afirmou o Ministro da Economia, António Pires de Lima, em entrevista à RTP, a propósito dos 10 dias de greve previstos para o início de maio.
Sublinhando que «a TAP precisa de demonstrar vitalidade e coesão numa altura como esta para a vida da empresa», cujo processo de privatização se encontra a decorrer, com os candidatos à compra do grupo a terem de entregar as propostas vinculativas até 15 de maio, o Ministro referiu ainda que o Governo «não esperava esta posição do sindicato dos pilotos, que contraria aquilo que foi escrito e assinado pelos seus representantes na última semana de 2014».
«Na reunião com os sindicatos, havia duas condições que não eram negociáveis: a primeira era a privatização da empresa. A segunda era a cedência de até 20% do capital da TAP aos pilotos», explicou António Pires de Lima.
E concluiu: «O Governo não está disponível para reabrir uma negociação que foi acordada e deixada escrita por nove sindicatos, incluindo o dos pilotos e administração em novembro passado». «O acordo que assinámos é para cumprir, e deixo aqui um apelo aos pilotos para que reconsiderem. O Governo vai cumprir com todo o zelo o que assinou. Quero acreditar que o acordado por palavra e assinado vai ser cumprido».