O Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, afirmou que o Governo pediu ao Instituto Nacional da Aviação Civil, responsável por matérias de segurança aérea, «que fizesse um diagnóstico sobre a situação de segurança de voo e, se entender conveniente, que faça recomendações no sentido de reforçar essa mesma segurança».
Várias companhias aéreas europeias impuseram a presença obrigatória e permanente de dois membros da tripulação na cabine durante os voos, depois de ser divulgado que o copiloto do avião da companhia de aviação Germanwings que se despenhou nos Alpes franceses, causou deliberadamente o embate do avião.
«Era uma medida que não era obrigatória, mas era uma medida possível de ser tomada», que estava identificada pelas entidades aeronáuticas internacionais e já estava a ser aplicada pelos Estados Unidos, referiu o Secretário de Estado.
Sérgio Monteiro acrescentou que as companhias aéreas podem adotar decisões para reforçar os seus mecanismos de segurança, havendo, por enquanto, apenas dois países (Estados Unidos e Canadá) que adotaram a regra da presença permanente de dois pilotos na cabine.
O Secretário de Estado afirmou que a decisão das autoridades aeronáuticas portuguesas será dada «no tempo que o regulador considerar adequado» para desenvolver o trabalho técnico e a troca informações com outros organismos europeus.