Homenagem a Vasco Graça Moura, 31 janeiro 2014
 
2014-01-31 às 19:01

HOMENAGEAR UM CIDADÃO DE MÉRITO É «FIXAR ESSA PESSOA NO NOSSO PATRIMÓNIO COMUM E IDENTIDADE COLETIVA»

O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou que «é um bom costume republicano homenagear os nossos maiores concidadãos» porque assim «fixamos a pessoa que homenageamos no nosso património comum e na nossa identidade colectiva». Estas declarações foram feitas no tributo a Vasco Graça Moura, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

Sublinhando que «Vasco Graça Moura é um dos nossos maiores», o Primeiro-Ministro acrescentou: «Escritor reconhecido e cidadão destemido, fez sua a conciliação entre a vida do espírito e a vida da ação».

«Poeta, amante da poesia e do legado cultural europeu e português, é simultaneamente um devoto dos deveres de cidadania, que sempre exerceu com coragem e clarividência», referiu ainda Pedro Passos Coelho, lembrando que «o seu patriotismo também se evidencia no vasto trabalho intelectual de uma longa carreira, com destaque para o seu continuado esforço de defesa da nossa língua e perpetuação da grande literatura portuguesa, onde não podemos deixar de sublinhar os seus estudos sobre Camões».

Ressalvando que «não lhe bastou - porém - escrever, para si e para os demais», o Primeiro-Ministro afirmou: «Boa parte do seu esforço voltou-se para a divulgação das letras e da cultura portuguesas, à frente de prestigiadas instituições nacionais ou como Comissário-Geral para a representação da Exposição Universal de Sevilha».

E, «a cada passo, como sucede ainda hoje no centro cultural de Belém, encontrando os pontos de equilíbrio entre a criação cultural portuguesa e a que vem de fora, entre o passado histórico e a contemporaneidade», referiu Pedro Passos Coelho.       

Mas, acrescentou, «Vasco Graça Moura é também um distinto europeu». E recordou, não apenas os seus mandatos enquanto deputado no Parlamento Europeu, como «o trabalho que dedicou à tradução de grandes obras da literatura europeia, de Dante a Shakespeare, de Petrarca a Rilke, que tiveram um justo reconhecimento, no maior espaço da lusofonia, e no estrangeiro».

«Tive já ocasião de afirmar que, em todas as suas dimensões, o homem é um ser de cultura», afirmou o Primeiro-Ministro, acrescentando que «as comunidades políticas são também uma expressão de cultura» e «também queremos que o desenvolvimento criativo e científico seja uma manifestação de inspiração, de vitalidade e de liberdade».

E concluiu, sublinhando: «Nas escolhas limitadas que podemos fazer em anos de grandes restrições, estes propósitos culturais não se podem perder, nem se perderão».

Tags: primeiro-ministro, lusofonia, cultura